Arquivos de tags: Periodontia Curitiba

Apicectomia

15 out

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Para o assunto de hoje, escolhemos um procedimento cirúrgico realizado na região periapical do dente, que apresenta não só um canal principal, mas um sistema de canais, chamado de delta apical, e quando estes estão em contato com alguma lesão infecciosa podem representar uma certa dificuldade para um tratamento endodôntico de sucesso. Neste caso é indicado uma cirurgia de apicectomia, que consiste na remoção da porção apical da raiz do dente seguida de curetagem da lesão e alisamento da extremidade da raiz.

Também é indicado a realização da apicectomia em casos em que há dilaceração, reabsorção ou fratura na porção apical, o que dificulta o tratamento endodôntico convencional, ou quando há perfurações acidentais ou fratura de lima durante o tratamento do canal.

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Imagem: http://www.odontologiamt.com.br/

Após a ressecção do ápice radicular, pode ser realizado um enxerto ósseo no local.

Segue algumas fotos de um caso de Apicectomia da Profª Drª Carmen Storrer:

 

Controle e Manutenção dos Tecidos Perimplantares

8 out

Olá! Estamos voltando com novas atualizações do blog PerioCuritiba depois de alguns meses, e para quem ainda está nos seguindo, meu nome é Priscila Oliveira, sou a aluna da Professora Carmen Storrer, e irei auxiliá-la aqui, ajudando a atualizar mais vezes o blog para que tenhamos vários assuntos atuais e interessantes para quem procura saber mais sobre a odontologia/periodontia, e hoje voltamos com um assunto de bastante interesse atualmente. Com o aumento na procura de pacientes em relação à estética à longo prazo, nos deparamos com os implantes, que requerem muitos cuidados da parte não só do cirurgião-dentista mas também dos pacientes.

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Um pré-requisito para um sucesso de um implante dentário deve ser a obtenção da vedação perimucosal do tecido mole até a superfície do implante. Quando não se consegue, ou não se mantém essa vedação pode resultar em migração apical do epitélio da interface osso/implante e na possível encapsulação da porção endóssea ou radicular da porção do implante.

Alguns cuidados devem ser seguidos após a instalação do implante para evitar uma possível Mucosite Periimplantar e Periimplantite, esse tratamento deve ser individualizado e fundamentado no risco, dependendo do local do implante, hábitos do paciente, fazendo com que ele consiga fixar-se em uma rotina de terapia periodontal/perimplantar de suporte. O seguinte protocolo deve ser seguido:

1. Informação e instrução ao paciente de cuidados com o implante e a região peri-implantar após a cirurgia de reabertura e a instalação da prótese sobre implante;

2. Uso de escova interdental;

3. Uso de escova monotufo (manual ou rotatória);

4. Agentes antimicrobianos (clorexidine 0,12%);

5. A prótese deve ser com estruturas adequadas para passar as escovas interdentais;

6. Consultas de retorno a cada 3 meses para monitoramento;

7. Exame radiográfico após 6 meses;

8. Remoção do parafuso 1 a 2 vezes ao ano para higienização.

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(Meffert, RM. Implantes dentários-Misch. 2006)

Cirurgia de Bridectomia e Enxerto Gengival Livre

30 jan

As Bridas são pregas da mucosa alveolar. A inserção anormal dos freios ou bridas podem acarretar recessões gengivais pelo tracionamento dos tecidos.

Para continuar a leitura sobre o assunto, este post traz mais informações. Boa leitura!

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Manejo do Sorriso Gengivoso

5 out

O sorriso como conseqüência de contrações musculares é o resultado da exposição em maior ou menor quantidade de estruturas dentárias e gengivais. Os músculos se inserem em estruturas ósseas que determinam indiretamente a movimentação do conjunto de músculos faciais e das estruturas envolvidas no sorriso.

Pacientes quando possuem uma linha alta de sorriso expõem uma larga zona de tecido gengival (mais de 3mm) e frequentemente expressam uma preocupação com seu sorriso gengivoso.  O formato e a posição do lábio podem também ser alterados com procedimentos cirúrgicos. O cirurgião dentista pode, caso necessário, modificar o formato do dente, a posição da margem gengival e o alongamento do lábio superior, melhorando o contorno gengival quando o paciente sorri.

A etiologia do sorriso gengivoso pode estar relacionada com a) erupção passiva alterada; b) hiperplasia gengival decorrente de uso de medicamentos; c) excesso vertical da maxila.

Quando o sorriso gengivoso é decorrente da erupção passiva dos dentes ou  pelo aumento gengival em decorrência de medicamentos o periodontista pode intervir cirurgicamente e melhorar o contorno gengival. Ainda, se o caso for agravado pela ação excessiva do músculo depressor do septo nasal, fazendo com que o lábio se eleve em excesso e exponha mais gengiva pode-se fazer a cirugia tracionando esse músculo e impedindo que haja muita a elevação do lábio em excesso.

O caso em que o sorriso gengivoso é em decorrência do excesso vertical da maxila, recomenda-se cirurgia ortognática (correções ósseas), pois apenas o recontorno gengival cirúrgico e a depressão do músculo depressor do septo nasal podem não devolver totalmente a harmonia do sorriso esperada pelo paciente.

Confira o antes e depois de alguns casos clínicos que realizamos a cirurgia do recontorno gengival com ou sem o tracionamento do músculo.

(As pacientes concordaram que seus casos fossem expostos.)

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Resultado do uso da cola cirúrgica

19 jul

O procedimento cirúrgico de enxerto conjuntivo subepitelial (ECS) com uso da cola cirúrgica é mais fácil e rápido.
Muitas vezes a grande dificuldade de realizar uma cirurgia de enxerto é a sutura, pois para isso é necessário um fio de sutura absorvível 6-0 e ainda uma agulha delicada. O porta agulha para a manipulação de um fio delicado deve também ser de boa qualidade.
Já com o uso da cola cirúrgica essa etapa do procedimento é facilitada.

O resultado da cirurgia, com a finalidade de recobrir a retração gengival do dente 26, como demonstrada nessas imagens foi bem sucedido.  Não houve nenhuma intercorrencia no pós operatorio.

A cola cirúrgica pode ser utilizada em procedimentos de ECS como substituto da sutura com fio absorvível.

Este procedimento cirúrgico foi realizado pela aluna Gabriela Kummer, do Curso de Especialização da Universidade Positivo.

Carmen Mueller Storrer

Prof. e Coord. do Curso de Especialização da Universidade Positivo

Especialização em Periodontia

9 fev

QUAL MELHOR TRATAMANTO PARA MOLARES COM LESÕES DE FURCA ?

3 fev

As lesões de furca continuam sendo um desafio para os periodontistas. Com as cirurgias de implante cada vez tendo mais previsibilidade é difícil o profissional ter o conhecimento técnico-cirúrgico de como realizar amputações radiculares. Talvez por isso um grande número de dentes são extraídos quando poderiam ser mantidos por muito tempo. As lesões de furca são classificadas de acordo com Hamp, 1975: Grau I: perda horizontal do tecido periodontal de suporte menor que 3mm ; Grau II: perda horizontal do tecido de suporte maior que 3 mm sem atingir a largura total do dente na área da furca; Grau III: destruição horizontal de “lado a lado” dos tecidos periodontais na área da furca.
Para o diagnóstico e planejamento, também é relevante o comprimento do tronco entre a coroa (limite esmalte-cemento) e a bi ou trifurcação da raíz. Outro aspecto importante é a dimensão do defeito entre o teto da furca e o nível ósseo. Tarnow e Fletcher (1984) subdividiram essa dimensão vertical (de acordo com a perda óssea vertical) em: A = 1 a 3 mm de profundidade a partir da entrada da furca; B = 4 a 6 mm de profundidade a partir da entrada da furca; C > que 6 mm de profundidade a partir da entrada da furca.
Predisposição ao envolvimento de Furca:
Fatores anatômicos fazem com que os molares sejam susceptíveis à doença periodontal: acúmulo de placa bacteriana pela dificuldade de acesso a higiene bucal, projeções cervicais de esmalte (PCE) e pérolas de esmalte, comprimento do tronco radicular, localização das separações das raízes em relação ao tronco e morfologia das raízes. Nos primeiros molares superiores a concavidade radicular é mais profunda na raiz mesial que na distal. As PCE são na verdade consideradas um cofator local na causa das lesões de furca. Autores como Burch e Heelen verificaram a presença de foraminas em 76% das furcas examinadas. Isto demonstra que se a furca for contaminada, pode haver uma comunicação endoperiodontal e levar a uma destruição do periodonto ou interferir na cicatrização endodôntica e periodontal.
Tratamento das lesões de furca:

Sondagem transcirurgica

Não cirúrgico, raspagem: devemos considerar que dentes grandes e volumosos não tem necessariamente entrada grande das furcas. O 1°MI: a entrada da furca vestibular(V) é menor que a entrada da furca lingual (L) 1°MS: a entrada da furca V é menor que a Médio Palatina (MP) e Disto Palatina (DP). Cirúrgico: Ressectivo: amputação; Regenerativo. Exodontia e implante.
Ou seja, o sucesso no tratamento de molares com envolvimento de furca depende do tratamento e acessibilidade dos instrumentos que podem remover os fatores causais e possivelmente alterar a morfologia da furca.

Amputação da raiz MV

Pós-operatório

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